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O espaço das pequenas coisas

O espaço das pequenas coisas

20
Jun21

10 coisas nos 30

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1.Skydiving. Como disse a minha amiga Anamor: “o que não fizeste nos 20 transita para os 30”. Et voilà!

2.Viajar. Continuar a viajar, se possível ir a sítios ainda mais desconfortáveis, estranhos e diferentes. Absorver a cultura, integrar as aprendizagens na minha vida.

3.Fazer desporto. Esta era uma óbvia! Além de yoga e pilates, gostava de aprender a correr. Como diz o meu príncipe: “é só um pé à frente do outro”, mas a mim parece um bocadinho mais difícil quando o meu coração palpita de tal maneira que parece que vou desmaiar.

4.Cuidar da minha saúde. Por muitas pessoas de quem tenha que cuidar, gostaria de continuar a cuidar de mim, da minha saúde física (ai as consultas!...) e mental (meditação, mindfulness, terapia, caminhadas, música).

5.Continuar curiosa. Sejam receitas novas, línguas, ou simplesmente conhecer novos artistas, participar em workshops, ler livros desconfortáveis, continuar a aprender.

6.Levar a vida com maior leveza. Depois dos últimos 16 meses tudo parece relativo, não é? Por isso, porque não rir mais, arriscar mais, ser mais divertida?

7.Escrever. Por necessidade e para me manter ligada a esta comunidade maravilhosa.

8.Spa Sunday. Não sei quão realística esta será, mas gostava de continuar os nossos Spa Sunday, pelo menos fazer uma mascarazinha e lavar o cabelo? Mães por favor manifestem-se!

9.Dar uns bons mergulhos. Bem sei que o nosso “mar” é um pouco gelado, mas gostava de continuar a ter a coragem de mergulhar com coragem e convicção.

10.Partilhar a beleza das pequenas coisas. Continuar a parar para ouvir os passarinhos, ver a forma das nuvens, abraçar os meus, a alegria das primeiras cerejas. Partilhar estes momentos com os meus.

 

Daqui a 10 anos, se eu e o leitor ainda estivermos aqui, vamos dar umas boas gargalhadas da ingenuidade dos 30?

16
Jun21

Kit de Sobrevivência XXXVI - Daisaku Ikeda

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Nas últimas noites tenho tido dificuldade em dormir, não só pelo calor mas pela proximidade de um aniversário marcante na minha vida.

 

A minha Mãe sempre me disse que quando fez 30 anos a sua vida mudou. Nos meses que antecederam sentiu uma mudança dentro dela e sinto que o mesmo aconteceu comigo. Claro que uma ditadura e uma pandemia são momentos totalmente distintos mas agora consigo imaginar o que seria viver com medo, ter alguma liberdade restringida (ainda que a maior parte da nossa liberdade tenha estado intacta, nomeadamente a capacidade de continuar a escrever livremente o que penso e a ler o que me apetece).

 

Nestas noites, fico acordada a pensar na visão ingénua que tinha com 20 anos. Nessa altura, imaginava que teria uma carreira extraordinária no mundo académico e clínico, que manteria sempre o meu ativismo, viajaria pelo mundo inteiro e que aos 30 estaria casada e com um filho a caminho.

 

A vida deu muitas voltas e percebi neste último ano que os meus sonhos mudaram. Já não preciso da carreira genial, continuo o meu ativismo em diversas áreas através de outros meios – aqui e noutros projetos – e partilho um amor muito além dos contos de fadas. E mais importante, continuo a sonhar, a crescer e a desejar ser útil. Este é o meu derradeiro sonho e propósito: continuar a ser útil.

 

Então porque continuo a acordar às quatro e cinco da manhã? Porque a vida continuará a dar voltas enquanto continuo a fazer os meus planos e essa imprevisibilidade é tanto assustadora quanto entusiasmante. Já cheguei tão longe, muito mais do que poderia imaginar, suportada (literalmente) pela minha tribo: a minha família, os meus amigos e o caro leitor. Muito obrigada.

13
Jun21

10 coisas antes dos 30

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  1. Viajar para uma cultura diferente. Pode parecer óbvio, mas quando estamos noutro país com uma cultura diferente da nossa, o nosso mundo interior torna-se maior e mais diverso. Fiz duas destas viagens. Na primeira, à Turquia, senti-me sem chão perante a mistura de cheiros, cores, sons em todo o lado. Impressionou-me particularmente a grandiosidade das casas-cave na Capadócia.

 

  1. Dar o salto. Metafórica e (por vezes) literalmente é preciso dar o salto e os 20s são a altura ideal para o fazer. Tornar-se verdadeiramente autónomo. Também dei alguns saltos, um salto literal para o oceano Atlântico nos Açores, outro quando fui viver para a Alemanha. O importante é experimentar sair da nossa zona de conforto e, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade das nossas ações.

 

  1. Ganhar dinheiro. Parece óbvio, mas a autonomia depende, em grande medida, da capacidade de trabalhar e ganhar dinheiro. É incomparável a sensação de sermos pagos pelo nosso suor e lágrimas, de ver os resultados (mais) imediatos do nosso trabalho.

 

  1. Continuar a aprender. Nunca se deixa de aprender, mas até aos 30 é a altura perfeita para estudar várias coisas (existem inúmeros cursos online gratuitos), ter várias experiências (viajar, ouvir música, ir a concertos ou peças de teatro) e conversar com o maior número de pessoas e escutar a sua sabedoria.

 

  1. Ser solidário. Não há maior sensação de propósito que fazer voluntariado. Durante toda a minha vida estive envolvida em várias organizações, vi-as crescer e elas viram-me crescer também. O que se recebe é muito mais do que o que damos, é um sentimento de pertença e de contribuição minúscula para um mundo melhor.

 

  1. Falhar, falhar, falhar. Estima-se que a maturação (quase total) do nosso cérebro ocorra aos 25 anos, pelo que é natural cometer muitos erros. Simplesmente não temos a capacidade intelectual, emocional nem a experiência de vida para compreender o mundo como um todo. Sentimo-nos (quase) imortais no auge da nossa juventude e, por isso, é sempre uma surpresa quando inevitavelmente falhamos em alguma coisa. Agora que estou do outro lado, vejo o segredo para ser feliz: tornar-se um expert na arte de “cair e levantar”.

 

  1. Chorar as perdas. Até aos 30 anos a maior parte de nós perde pessoas de quem gosta, oportunidades únicas, ideias, juventude. É preciso fazer o luto das perdas, partilhá-las com os nossos mais queridos, dar tempo para sarar as feridas.

 

  1. Festejar as vitórias. Da mesma forma, é preciso aprender a celebrar as grandes vitórias: tirar a carta, fazer um curso ou conseguir um trabalho, fazer aquela viagem, amar alguém especial, casar ou ter filhos, ver os nossos amigos crescer, descobrir novas coisas sobre nós próprios. É preciso festejar os grandes momentos da vida.

 

  1. Celebrar as pequenas coisas. Ser feliz é aprender a celebrar e sentir gratidão por todas as pequenas coisas que, no dia-a-dia, nos elevam: uma noite bem dormida (e já agora uma boa almofada e bons lençóis!), exercício físico (para mim pilates, yoga ou Tai Chi), um bom passeio (com o meu Príncipe ou um bom podcast), a Natureza (mar e campo), boas comidas (e bebidas!), conversas longas, partilhar interesses, tornar-se íntimo de alguém, encontrar uma nova paixão.

 

  1. Ouvir a nossa própria voz. A maior parte de nós cresceu com expetativas, sejam da família e amigos, mas também de nós próprios. Os 20s são uma ótima idade para diminuir o volume do exterior e sintonizar com o que realmente desejamos. Aprender a ouvir a nossa versão da verdade é fundamental para viver em paz, mesmo que o nosso mundo interno pareça muito diferente do mundo externo. Não faz mal, ninguém pode mudar o mundo num dia. Como uma vez uma pessoa sábia me disse “comparamos o palco dos outros com os nossos bastidores”. Ninguém sabe como os outros realmente se sentem, por isso mais vale focar no que sentimos e na nossa atitude perante o que nos vai acontecendo e o que fazemos acontecer.

 

Dica extra: quebrar as regras de vez em quando!

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