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O espaço das pequenas coisas

O espaço das pequenas coisas

18
Jul21

Diz-me com quem andas...dir-te-ei quem és

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No curso que estou a fazer, esta semana tínhamos de escrever sobre as nossas influências literárias. É difícil sumarizar as minhas influências porque correspondem a períodos específicos da minha vida. O primeiro livro que teve um grande impacto na minha percepção do mundo foi o livro infantil “Dantes havia gigantes” de Martin Waddel e Penny Dale. A história acompanha a vida de uma mulher, desde a infância até ter um filho e tocou-me particularmente porque, mesmo com sete anos, percebi que a vida é um ciclo imperfeito.

 

Mais tarde, aos dez anos, li “O diário de Anne Frank”, que despertou a minha consciência social. Na mesma altura, li também “Olá! Está aí alguém?” de Jostein Gaarder, um livro sobre a beleza e complexidade da relação entre irmãos. Li muitos livros da Colecção “Estrela do Mar”, todos editados com cuidado extraordinário.

 

Devia ter quinze ou dezasseis anos quando li “A insustentável leveza do ser” de Milan Kundera, que passou a ser um dos meus autores preferidos. É difícil explicar o que mudou em mim, mas creio que terá sido também a forma como escrevia. Por volta da mesma altura, li “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, num tema tão próximo da minha escrita, com histórias e lendas das famílias que se propagam ao longo das gerações.

 

Num Verão li de rajada “Para onde vão os guarda-chuvas” de Afonso Cruz, um dos melhores livros da minha vida. Desde uma viagem à Turquia, fiquei fascinada com cores e aromas diferentes de onde vivo, por isso quando li esta obra nunca mais parei de explorar o mundo através de livros e viagens.

 

Recentemente, tenho lido autoras feministas, desde Virginia Wolf, a Chimamanda Ngozi Adichie, a Zadie Smith, entre outras. Para uma gargalhada pensada, gosto de ler Ricardo Araújo Pereira e David Sedaris.

31
Mar21

Kit de Sobrevivência XXV - Einstein

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Tenho andado a pensar no navio encalhado no Canal do Suez. Lembro-me perfeitamente de ler sobre esta passagem na Enciclopédia, que é uma coisa que hoje já ninguém faz. O bloqueio deste canal impediu a travessia de dezenas de navios de carga, o atraso na expedição de centenas de artigos.

 

O mais curioso deste caso, para mim, foi o regresso à velhinha rota do Cabo das Tormentas, a única que tornava possível a passagem marítima entre o Oriente e o Ocidente. Não deixa de ser curioso como, às vezes, redescobrimos objetos que adorávamos ou damos um novo propósito às nossas coisas preferidas. Para mim são os livros.

 

Na minha mesinha de cabeceira tenho sempre, pelo menos, dois “montes”: no primeiro,  os livros que estou a ler: um de ficção, um de história ou uma biografia, o(s) livro(s) que quero ler em seguida e o meu kindle. No outro “monte” tenho o que chamo d’O meu cantinho feliz, uma pilha de livros, não mais que três ou quatro, que evocam memórias felizes ou que têm frases de que gosto ou um conceito que me agrada.

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